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NAS GARRA... NAS GARRA DA CERPENTE
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HUMOR MARGINAL:

VOCÊ JÁ PAROU PARA PENSAR...

Quem foi a primeira pessoa a olhar para uma vaca e dizer "acho que vou espremer essas coisas rosadas e beber o que quer que saia daí"?

Quem foi a primeira pessoa que viu uma galinha e disse "vou comer a próxima coisa que sair dali de dentro"?

Por que as torrradeiras sempre têm uma regulagem que deixa a torrada totalmente esturricada, de forma que nenhum ser humano decente gostaria de comer?

Por que é que tem uma luz na geladeira, mas não no freezer?

Por que as pessoas apontam para seu próprio pulso quando estão pedindo algum tempo, mas não apontam para o bumbum quando perguntam onde é o banheiro?

Por que tanto o obstetra quanto o ginecologista saem do consultório quando uma paciente vai se despir, se afinal eles a verão nua de qualquer jeito?

Por que é que o Pateta fica em pé e o Pluto fica sobre as quatro patas, se ambos são cachorros?

Se óleo de soja é feito da soja, o óleo de milho é feito do milho, o óleo de girassol é feito do girassol, de onde então é feito o óleo de bebês? E o óleo de máquinas?


O Marçelo cismou de contender comigo por causa do título desta obra.

Diz ele que está errado, que o certo seria Nas Garras da Serpente, que garra tem que estar no plural, que serpente é com S e não com C, etc.

Em suas próprias palavras, ele disse: "Ô Serrgia, este é grrande falta do inguinorrância!"

E batendo repetidamente com o dedo indicador no próprio crânio: "Temm que usarr o maxilarr!"

Esta observação singular me obriga a comentar que a ficha do Marçelo ainda não caiu:

Primeiro, porque a serpente é minha; Segundo que, quem escreve serpente com C também está autorizado (já que é o autor) a escrever com discordâncias gramaticais.

Ou não?

Depois, ô Marçelo, uma serpente normal não tem garra nenhuma!...

Mas vale aqui um comentário:
A cerpente da história (ou serpente, como queiram) tinha pobrema de culuna e, como é de se imaginar, serpente com esse tipo de pobrema tem realmente um grande problema.

Dos movimentos naturais de uma serpente deriva-se o verbo serpentear, de onde imaginamos gestos sinuosos, ora para lá, ora para cá, em perfeita e graciosa alternância, como um ziguezague.
(Poesia ofídica)

(Os leitores me desculpem, mas aqui na redação ninguém soube me explicar como é que se coloca um ponto em caracteres itálicos.
Não sei como é que empregam tantos incompetentes...)

Mas uma cerpente com problema de coluna não faz gestos sinuosos, isto é, ela só faz o zigue e fica faltando o zague.

Dessa forma os seus gestos são cinuosos com C e não com S.

(Talvez seja por isso que ela costumava andar em círculos!...).
Soube-se que esteve no Círculo do Livro e em outros igualmente afamados.

Dizem os estudiosos que a uma serpente não se pode dever nada, porque ela cobra.

Portanto, é necessária muita cautela ao lidar com essa alimária.
Haja vistas ao estrago causado por uma delas no próprio Jardim do Éden, onde todos os moradores foram despejados, resultando em outros acontecimentos gravíssimos, inclusive na maior chacina que as ciências estatísticas jamais reportaram, onde Caim assassinou, de uma só vez, exatos 25% da população de toda a Terra.

John Brandon, em uma de suas primeiras missões no deserto do Saara, certa feita viu-se acuado por uma enorme serpente (ainda com S) de cerca de 1000 milímetros de comprimento que procurava impedir a sua passagem a todo custo, inclusive abrindo os braços à sua frente e cravando as unhas fortemente na parede.
Não podendo seguir adiante, Brandon suava frio e procurava qualquer maneira de livrar-se de tão importuna companhia.

Se aquela serpente lhe desse um bote, ele nada poderia fazer, pois não havia remos e nem sequer um rio por perto.

Então, lembrou-se de sua fiel e afiadísima faca Thompson III Cruiser Macho Man com lâmina de 40 cm de puro aço inox, própria para caça de animais selvagens, que havia adquirido a preço bem acessível, e ainda ganhando um lindo e prático cortador de unhas, uma conjunto de tesouras inox, um conjunto de formas de bolo, um pente fino, uma dúzia de tijolos refratários, um sensacional descascador de legumes e dois livros de receitas de salgados para festas, tudo conforme anunciado na TV.

A serpente tremeu ao ver aquela faca reluzente.

À medida em que a luz do sol incidia sobre aquela lâmina, formava-se imenso arco-iris sobre as cachoeiras.

A ssssssserpente não sabia o que dizer!

Então nosso herói, rápidamente, e antes que pudesse haver qualquer reação, colocou-se bem em frente ao réptil e deu um golpe súbito: Propôs a troca da faca por 20 peles de serpente.

A serpente assustou-se com aquele ato inesperado.

Mas por prudência, e exprimindo-se no idioma serpentês (que Brandon já começara a estudar) disse: "Ssssssó tenho ssssssinco! Vai asssssim messsmo?"

Mas a serpente, após uns 20 minutos, começou a sentir-se enganada e refletia: "Veja, Jim: Ele me enganou: Cadê o cortador de unhassssss?!!!"

E assim, perdida em seus próprios pensamentos, não percebeu o jipe que se aproximava em grande velocidade, participando do Paris-Dakar.

E foi aí que a serpente passou a ser uma cerpente, agora com C.

Mudou-se do Saara e foi para Sergipe.

Ali conheceu o Toshiro, um fisioterapeuta japonês que, procurado, deu-lhe grandes esperanças, dizendo "Vai sarar a coluna! Vai sarar a coluna!".

Entretanto, um mal-entendido fez com que a "cerpente" interrompesse o tratamento e se mudasse para Saracuruna, em Duque de Caxias no Rio de Janeiro.

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