![]() |
PIADAS ASSIM DISSE O NÁRIO NOTÍCIAS (FAKE NEWS) IMAGENS MISTERIOSAS "NAS GARRA DA CERPENTE" CONHEÇA INNWOOD (NSW) QUEM JÁ VIU? COISAS DE POBRE FRASES... NOVOS CONCEITOS TRADUZINDO... CANTINHO DO MACAMBIRA
![]() HIERÓGLIFO MODERNO ![]() A TAL "CERPENTE", NUMA ILUSTRAÇÃO DE JEFF BUCCHINO |
Eram dez horas da noite e o sol escaldante não permitia que John Brandon sequer raciocinasse direito... Andava distraidamente pela mesma praça onde, no dia anterior, uma abelha solitária havia feito dezenas de vítimas. No céu ainda podiam ser vistos muitos pássaros mortos em virtude da ferocidade daquele inseto. Foi quando uma jovem desconhecida, com o rosto envolto em um espesso véu, chegou em sua direção e o cumprimentou: -Boa tarde, Sr. John Brandon! Como tem passado? -Ora, senhorita! Todos tem um passado... Mas de onde a senhorita me conhece? -Do último Congresso Internacional para Agentes Secretos, no Hotel Nacional de Lisboa! -Oh, sim! Eu me lembro! Foi quando o pessoal da KGB local fez aquela passeata reclamando melhores condições de trabalho? -Exatamente! Soube-se depois que todos eram afiliados a uma organização chamada KUHT! -Mas como foi descoberto esse fato? -É que todos vestiam as camisetas vermelhas, com os emblemas daquela organização secreta, o que causou uma certa suspeita... -Bem, foi um prazer conhecê-la, senhorita Maria Gambrelli! -O prazer foi meu, Sr. Brandon! Aqui está o meu cartão! E John Brandon recebeu das mãos da bela moça um cartão onde simplesmente estava escrito "MEU CARTÃO". Tratava-se portanto de uma agente secreta de altíssimo nível. Porém Brandon notou que havia caído um imperceptível pedaço de papel do tipo alcalino e de gramatura 90 no formato A4, com uma inscrição codificada que dizia: OI BIU EIS HORO TUDI JEG E isso significava, em um dialeto do nordeste distante, que um grupo de pessoas havia seguido viagem montando burricos. Essa mensagem estava destinada a um homem chamado Severino, conforme o código sugeria. A tinta, azul, exalava um cheiro um tanto ativo, como se fosse de um marcador conhecido naquele país como "pincel atômico". |
Portanto, Brandon mais que depressa fez uma bateria de testes; Tentou primeiramente com o contador Geiger (José da Silva Geiger tinha sido seu colega de escola, e estudou contabilidade, agora exercendo essa profissão); Depois com o Carbono 14, sendo esse teste um tanto dispendioso, pois teve de sacrificar anteriormente 13 folhas de carbono ainda novinhas. O balconista da papelaria, atônito, não conseguia compreender o porquê daquela atitude de Brandon. Realmente, tais técnicas secretas não são para conhecimento de todos... Pôs-se imediatamente a caminho, pois seu infalível instinto dizia que na Feira de San Cristóbal haveria de encontral aquele misterioso personagem. Mas ali chegando percebeu que essa tarefa não seria nada fácil, pois quase todos os presentes alegavam ter aquele mesmo nome. Brandon abandonou facilmente seu acentuado sotaque de muito-aquém-do-Rio-Tâmisa, e indagava com perfeição no idoma local: -DONTU RAI, OIOHM, ONTUASHA KITAH UBIU? -VIXIOHM, KONOSSEI!!! -SINÔ FALAH TIPASSO APÊ XERA, VISS? E assim, sutilmente descobriu que se tratava de um time inteiro de futebol do interior do agreste alemão que se havia-se deslocado (esta utilização avançada do pronome oblíquo denota que foi o time inteiro mesmo) para o estádio, ou melhor, para o chamado "pasto", em montaria de jegues (que são como que cavalos diminutos, usados pelos agentes secretos de todo o mundo para chamar menos a atenção). Ao longe, ouvia-se uma suave melodia cantada por Taty "Hut-Breaker" com a participação do russo Sergei, recém-chegado da América (e cujo esconderijo secreto fica em Sakwaremma). Aqueles sons maviosos faziam com que os pássaros parassem subitamente de voar, possivelmente para ouvir melhor... Realmente, nenhum uirapuru seria capaz de cantar assim, ou de voar em tais circunstâncias. ![]() |
www.humor44.xpg.com.br © 2006 / 2009 by Sergio M. Teixeira E-mail: humor44@oi.com.br |